quinta-feira, 9 de abril de 2020

STAY HOMAS




STAY HOMAS



STAY HOMAS
In The End
(Confination Song XIV)


https://www.youtube.com/watch?v=xaZ3q-imQ5Y

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Frase



“…i si no ens deixen somiar, no els deixarem dormir!”

"...se näo nos deixam sonhar, näo vos deixaremos dormir" 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Abril de 74

É difícil definir o CE. Talvez a melhor definição seja o próprio nome. E existe uma história para o seu nome: nos meus tempos de estudante, costumava recolher os parcos apontamentos das aulas em cadernos negros, que começavam a ficar preenchidos com escritos soltos na parte final. Achei apropriado o nome de Caderno Escuro, já que tinha a intenção que o blog fosse uma amalgama de textos de toda a espécie, mas que onde os mais intimistas também tivessem lugar. Assim, e em honra ao caderno em papel, batizei-o de Caderno Escuro.

O Caderno Escuro começa na altura do boom dos blogs (se me permitem a aliteração). Embora o primeiro post é de 2007, a verdade é que já antes disso o CE começava a dar os seus primeiros passos. Devido a uma renovação no primeiro blog e por descuido do autor, esses primeiros posts foram eliminados e com os posts as datas.  

Quando surgiu o formato de blog, pareceu-me uma excelente ideia. A possibilidade de publicar para todo o mundo sem censura previa, senão a do próprio autor (que já é muita), de forma gratuita (ou quase) e relativamente fácil e rápida. Ainda hoje o penso, e defendo este formato frente a outros mais actuais e curtos, embora seja mais difícil manter uma publicação regular.

O último post data de 9 de janeiro onde tentei enunciar um manifesto individual, tenta também marcar uma intervenção mais social. Tento por isso recuperar o blog, para que seja o meu canal de participação cívica, para que a distância da emigração não apague o nosso “dever falar”.   

Gostaria de vos oferecer uma presente, já que emigração tem esta coisa boa de conhecermos outras culturas e outras gentes. Alguém há dias pediu-lhe que traduzisse uma letra de uma canção de Lluis Llach. Lluis Llach é um conhecido cantor catalão, que fez uma música que talvez vocês não a conheçam. O primeiro link é o próprio Lluis Llach, o segundo uma extraordinária versão de uma jovem cantora catalana Silvia Perez Cruz.

ABRIL 74
Companys, si sabeu on dorm la lluna blanca,
digueu-li que la vull
però no puc anar a estimar-la,
que encara hi ha combat.

Companys, si coneixeu el cau de la sirena,
allà enmig de la mar,
jo l'aniria a veure,
però encara hi ha combat.
I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
si guanyem el combat.

Companys, si enyoreu les primaveres lliures,
amb vosaltres vull anar,
que per poder-les viure
jo me n'he fet soldat.
I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
quan guanyem el combat.

Abril de 74
Companheiros, se sabem onde dorme a lua branca,
Digam-lhe que a quero
Mas que não posso ir amá-la
Que ainda há combate.

Companheiros, se conhecem o canto da sereia,
Lá no meio do mar,
Eu iria vê-la,
Mas ainda há combate.

E se por um triste azar paro e caio a terra,
Levai os meus cantos
E um ramo de flores vermelhas
A quem tanto amei
Se ganharmos o combate.

Companheiros, se anseiam pelas primaveras livres,
Convosco quero ir,
Que para poder vivê-las
Eu me fiz soldado.
E se por um triste azar paro e caio a terra,
Levai os meus cantos
E um ramo de flores vermelhas
A quem tanto amei
Se ganharmos o combate.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Manifesto (me)

Manifesto-me. Manifesto-me porque já não posso mais calar tanta indignação. Manifesto-me porque me recuso em ser um escravo de uma pseudo-democracia representativa que apenas representa aos mais poderosos, em vez de defender os mais oprimidos.

Manifesto-me, porque me recuso ser dirigido por dirigentes dirigidos.

Manifesto-me, porque no meu país, só alguns, e só alguns têm liberdade e a grande maioria não tem alternativa.

Manifesto-me. Manifesto-me porque em Portugal não existe democracia, existe uma oligarquia disfarçada de eleições, que manda sem ser eleita. Manifesto-me porque me recuso em que o meu silencio seja conivente com a destruição do ensino publico, com a destruição do serviço nacional de saúde, com o desmantelamento da protecção do ambiente, com a venda ao desbarato de sectores estratégicos, com a destruição e degradação galopante do estado social.

A defesa do ensino público é fundamental para uma sociedade que se quer justa e igual. A existência de colégios para alguns (os mesmos que depois nos irão governar sem serem votados), alem de ser moralmente repugnante, é o desprezo mais inequívoco para uma população e a permanência da desigualdade e da injustiça.

Manifesto-me, porque no meu país não existe politica, nem políticos. Existe uma partitocracia cristalizada e subordinada ás grandes famílias económicas. E não pode haver politica nem políticos, porque não existe sentido da res pública. E o que é mais grave, é que também não há democracia, porque simplesmente não há alternativa.

Manifesto-me, porque isto não é uma crise económica ou financeira. É uma crise ética e politica.

Hoje mais do que nunca é preciso manifestarmo-nos. Manifestarmo-nos para que sejam levadas a cabo as reformas que o país necessita e não os recortes e o roubo que nos submetem.

É preciso exigir as reformas necessárias tanto tempo adiadas, vendidas, retalhadas.


"Já estäo escritas todas as frases que hão-se salvar Portugal, mas continua a faltar uma coisa: salvar mesmo Portugal."Almada Negreiros 

sábado, 7 de setembro de 2013

David Harvey in HARDtalk



"é mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo..."
(a frase näo é de David Harvey)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Europa ou o Caos


Há algum tempo que penso que a Europa está velha, caduca, lenta, sem alma e sem ideais. Este texto que me surpreende pela negativa, (vindo de quem vem, esperava uma escrita mais viva, mais incisiva, mais clara), observa a decadência europeia e alerta para um possível caos se não houver um avanço para uma federação politica.

Tenho pelo grupo de subscritores um enorme respeito e admiração e estando de acordo com o diagnostico, não me deixou de surpreender a falta de alternativas “união politica ou a morte”, ressoa-me como um caminho único de salvação, e não costumo gostar de caminhos únicos. Muito menos quando falam de salvação…  

Link para o texto Europa ou o Caos, El Pais:

Un grupo de filósofos, escritores y periodistas alerta sobre los riesgos de deshacer la Europa soñada tras la Segunda Guerra Mundial. Vassilis Alexakis, Hans Christoph Buch, Juan Luis Cebrián, Umberto Eco, György Konrád, Julia Kristeva, Bernard-Henri Levy, Antonio Lobo Antunes, Claudio Magris, Salman Rushdie, Fernando Savater, Peter Schneider lanzan una clara advertencia: unión política o muerte. EL PAÍS, junto con otros tres diarios europeos, publica su manifiesto, que será presentado el lunes en París.




Nota: sempre me interrogo por textos em grupo. Como são feitos? Cada um escreve um parágrafo? É realmente esse grupo que o escreve ou simplesmente o subscreve? Quem escreveu realmente o texto?  

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Nomeação de Franklin Alves

A questão de fundo é porque cargas de águas é que nomearam a Franquelim Alves para Secretário de Estado do Empreendorismo, Inovação e Competitividade? Porquê?
O candidato foi gestor da SLN durante 10 meses de Janeiro a Outubro de 2008. Uma mancha enorme no seu CV, que não pode ser ignorado. Ele próprio admitiu numa comissão política que “suspeitava de algo de errado no BPN”, mas preferiu não avisar ninguém.
E como é obvio não me refiro à sua legalidade em exercer o cargo, mais faltaria! Só faltava que fosse nomeado e estivesse imputado... Mas há uma falta inequívoca de legitimidade política para o cargo. O Ministro de Economia e o Primeiro sabiam que seria um problema, então, porque o nomearam? Que favores têm de cumprir? E quem o nomeou realmente?
Este senhor não pode tomar posse.
Não há em Portugal pessoas suficientemente competentes para o cargo? Não têm o PSD ou o “parceiro” PP pessoas com competência suficiente para o cargo? Se este é a melhor pessoa, então está tudo dito.
Não é apenas uma vergonha para a classe política, é uma vergonha também, para todas as pessoas honestas e com competência para o cargo. Este senhor não pode exercer esse cargo, por muito bom que seja. Não revejo nenhuma autoridade a esse senhor.
Por cargas de águas é que o nomearam?  

domingo, 27 de janeiro de 2013

A Suspeita (1de3)



Um dos melhores filmes de animaçäo... e é português.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

sábado, 8 de dezembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

afectados por la hipoteca

A magnitude dos problemas das famílias desalojadas por não poder pagar as suas hipotecas, em Espanha e, se me permitem, em Catalunha e País Vasco, é muito maior que em Portugal. Não sei quantas famílias foram desalojadas este ano em Portugal (se alguém sabe de uma fonte credível, agradeço que me indicasse), mas em virtude da origem desta crise uma família já é um escândalo.

Ainda assim em Portugal, as reivindicações pelo direito a uma habitação são ténues e quase desapercebidas, afastadas dos meios de comunicação. Na Catalunha, formou-se uma plataforma de afectados pela hipoteca, que conseguiu estar quase quotidianamente nos jornais da noite. No seu início eram uma rede de pessoas que trocavam mensagens, quando alguma família recebia ordem de desalojo de sua casa e rapidamente se mobilizavam em frente da casa impedindo a entrada da polícia.

Desde muito cedo, também contou com uma excelente porta-voz que apresentava um discurso coerente e ininterrupto, Ada Colau que ainda se mantém. Recentemente esta plataforma acusa o recente diploma do governo de não resolver nada e de ajudar ainda menos.

Hoje, mais do que nunca, é preciso unir-nos. As forças do mercado e o afastamento das instituições dos cidadãos (que deviam defender) obrigam que a reivindicação de direitos fundamentais, como é a habitação, a saúde ou a educação a uma junção de esforços, em grupos cada vez mais organizados. É preciso “empoderar” a sociedade civil. É preciso equilibrar as forças. Os partidos, podres por dentro, não defendem os interesses da sociedade civil, mais interessados em querelas politicas fúteis. Cada vez mais é preciso grupos bem organizados, com uma boa comunicação e que tenham representantes bem preparados, porque a censura será cada vez maior.

Deixo-vos com o link da plataforma:
    
Em Portugal:

domingo, 11 de novembro de 2012


Não existe democracia, se não existir alternativas. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

Falácias sobre a Produtividade


Se definimos a Produtividade como a produção por unidade de tempo, isto significa que quanto mais productos realizados em menos tempo, maior será a produtividade. P = número de produtos / tempo.

Neste sentido, podemos aumentar a produtividade ou produzindo mais, ou produzindo o mesmo em menos tempo. Isto consegue-se ou com inovação tecnológica, ou aumentando a motivação do trabalhador.

Mas então que significa aumentar as horas de trabalho, ou eliminar alguns feriados? Aumenta a produtividade? Não.

A explicação é simples, o trabalhador vai continuar a realizar o mesmo número de “produtos” por unidade de tempo, não vai produzir mais em menos tempo, porque não houve qualquer inovação no seu método de trabalho. A razão produto/tempo, continua a ser o mesmo, a produtividade não aumenta, simplesmente se mantém.

Então porquê esta história de aumentar o horário de trabalho, ou eliminar feriados? Abaratar os custos do trabalho. Esta é a razão. A única. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

sou devedor à terra




"Eu sou devedor à terra
A terra me está devendo
A terra paga-me em vida
Eu pago à terra em morrendo"

domingo, 6 de novembro de 2011

YOU DON'T LIKE THE TRUTH - 4 days inside Guantánamo


Esta é a história de Omar Khadr. Uma de muitas outras histórias que indignam a todos que defendem a Liberdade e a Dignidade de qualquer Homem ou Mulher. Mas esta história é apenas diferente porque Omar foi capturado com 15 anos, em 2002.

Esta história mostra o fim dos valores. O fim da Liberdade. O Medo é o sentimento do nosso tempo. Guantanamo é o símbolo da derrota da Liberdade e da Dignidade. É a prova que não se acredita nos valores que querem hipocritamente defender. Guantanamo e os outros centros de detenção secretos são a marca de um mundo civilizadamente hipócrita e velho. E isto tudo acontece à frente dos teus olhos.

Podem ver o doc na integra aqui:

http://blogs.tv3.cat/senseficcio.php

está em cataläo mas é fácil de entender.

Ou começamos a despertar, ou então somos cúmplices. Não há espaço para não sei ou não responde.

domingo, 23 de outubro de 2011

Comunicado del alto el fuego de ETA


Día histórico. ETA anuncia fin a las armas, pero el conflicto no ha terminado.
Solo empieza una nueva etapa. El camino de la paz es longo y difícil, pero en este día
una nueva luz nace por la mañana.

El camino es longo y difícil, pero tenemos que entender el valor de este día y mirar hacía el futuro.
Negar el conflicto es el peor camino, fue el camino que ha creado ETA. Negar las victimas es negar todo, pero todas las victimas.

Negar el futuro, es no querer la paz.

Hay mañanas que tienen una luz diferente.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs - Discurso Stanford COMPLETO


em português...

Discurso de Steve jobs en Stanford (subtitulado)







Um dos melhores discursos que já ouvi. Simples, lúcido e inspirador.
Se näo sabem o que fazer com a vossa vida, talvez este discurso vos ajude.